terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O caminho entre os pontos de partida e da chegada



O caminho entre os pontos de partida (o desejo) e da chegada (a felicidade) está cheio de sobressaltos. Sabemos o que temos, e sabemos o que queremos ter no futuro. Mas a caminhada a fazer é tão imprevisível, que muitas vezes optamos por cruzar os braços ou então optamos pelo caminho mais facil, aquele que nos é mais acessivel e que a curto prazo nos faz feliz. O que quase sempre implica continuar a sofrer. E como tudo isso é estranho! Por causa do medo de sofrer no futuro, e nem sabemos se sofreríamos ou não, permanecemos no sofrimento a que, afinal nós mesmos nos condenámos.
Como seria fácil a vida se nos fosse possível adivinhar o futuro! Poderíamos tomar decisões sem qualquer dificuldade. Não precisaríamos de todos os conselhos que, depois, raramente seguimos.
Não teríamos hesitações, noites passadas sem dormir , nem lágrimas derramadas [...]
E quando as emoções e os sentimentos interferem nas decisões é ainda mais difícil. Muitas vezes não percebemos porque nunca nos ensinaram, que um sentimento hoje pode já não existir amanhã. Que uma emoção, uma paixão, sentida hoje, amanhã pode já ter desaparecido. E então temos medo de alterar coisas na nossa vida porque temos medo de lhes sentir a falta no futuro. No fundo somos todos seres senciveis que necessitam de um amor, de um porto de abrigo, de uma paixão. Pois sem nenhuma destas nunca conseguiriamos alcançar a meta (felicidade).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Como diz o Charlie, da série Two and a Half Men


Homens adoram desafios. Como diz o Charlie, da série Two and a Half Men, algumas mulheres são como o Monte Everest: quanto mais difícil, melhor a sensação de chegar ao topo. Mas qual a graça de passar 2 meses sentado lá em cima? Muito mais interessante seria descer e procurar outras aventuras. Além do sexo, o fator importante nesse caso é a necessidade de auto-afirmação e o desejo de poder – ambos saciados pelo ato da conquista. Para a mulher não há muito o que fazer, pois este homem terá de bater muita cabeça até se livrar da necessidade de auto-afirmação ou até aumentar a dificuldade de seu desafio. Conquistar várias garotas é fácil! Tente deixar apenas uma mulher feliz e arranjará aventura para a vida toda.

Essa coisa inexplicável que nos faz querer ficar grudados ao outro, ela é o início de tudo e pode também ser o fim. Depois da primeira noite, contamos empolgados a todos: “Rolou uma puta química!”. No entanto, isso pode não ser uma boa coisa. Do mesmo modo que não sabemos de onde a conexão vem, não vamos sequer notar seu gradual desaparecimento. Poucos são os homens (e mulheres) com a habilidade de construir a paixão, fazer nascer a química, e assim conseguir alimentá-la e sustentá-la. Na maioria dos casos, somos passivos a tudo o que nos acontece. Apenas reagimos e respondemos de modo previsível: nos alegramos no início e nos deprimimos ao fim. O amor pede uma postura ativa. Somos co-autores (não vítimas) de tudo o que nos acontece. Nossas vidas são obras de arte coletivas: hipertextos, filmes, canções, telas, esculturas, fotografias de nós mesmos, por nós mesmos."

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A pessoa certa (?)


A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeja viagens idílicas ao outro lado do mundo.
A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar conosco. Tão simples quanto isto. Às vezes, muito simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso Príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não tem pressa na conquista, porque já escolheram com quem querem passar o resto da vida, tem todo o tempo do mundo; nos levam a comer um prego no prato porque, de futuro, sabem que, nos vão levar á Tour d' Argent; nos ouvem com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz, e entram no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez, talvez seja apenas uma forma de precaução. Eles querem ter a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis.
Não é o que diz "eu te amo", mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre.

Ora, com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso acreditar que, ás vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que, um dia, podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixá-lo ficar um dia atrás do outro...Se for mesmo ele, fica.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Coisas concretas

Nós, mulheres somos assim, temos o dom de acreditar quer no possível, quer no impossível. acaba uma relação, ficamos desfeitas, deixamos de nos preocupar com a aparência, com a roupa, make up, cabelo porque achamos que já não é preciso sermos bonitas para ninguém porque o deixamos de ser há já algum tempo atrás, acreditamos que o que perdemos era e é o melhor, culparmos de todos os erros e ações, revivemos tudo a par e passo para tentar descobrir o que ditou o final, tentamos nos convencer que devemos ficar sozinhas durante muito tempo e que ninguém tem a capacidade de nos por feliz como nós tanto precisamos...mas quando aparece alguém, nem que não nos pareça o perfeito ou ideal nós gostamos, nós sentimos bem com a atenção prestada, o coração aqueçe e voltamos ao início, ingênuas ao ponto de acreditar que desta vez é diferente, depois vem de novo todo o blábláblá.Sabes uma coisa?Espero mais desse lado.

''(...)E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz''

(Olhos Nos Olhos-Chico Buarque)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Não fui feita para o amor

Acho que não fui feita para o amor...duvido realmente que todos nós tenhamos uma cara-metade que nos vai amar incondicionalmente para todo o resto da vida,acho sim que existe alguém que se habitue a nós, que no início amamos e que depois passamos a partilhar tudo o que temos com essa pessoa; que se criem hábitos e rotinas; que nos sintamos seguros perto desse alguém; mas não, não acredito que amamos essa tal cara-metade até ao final dos nossos dias e já vi muito, já acreditei, já me desiludi. E quem me conhece sabe que não sou de ilusões,sei como as coisas são e não uso eufemismos, não meto areia nos meus olhos nem nos de ninguém.
Como tal prefiro amizades ao amor.Valorizo muito mais amizades porque embora também se tenha de dar e receber, não existe a necessidade de mostrar ao mundo o que sentimos, não nos sentimos na obrigação de provar algo a nós próprios e aos outros, ou ter medo que esse algo acabe.

sábado, 27 de novembro de 2010

Amor vs Tempo

Houve vezes em que pensava que era eu que fazia tudo ao contrário,mas hoje vi que nem sempre fui eu,tu também tens os teus excessos e consegues estragar tudo,quando tudo está bem ou minimamente bem e logo agora que eu estava bem, juro que estava. Não é que agora esteja mal porque não estou, só que no que toca ao amor só fazemos merda. Quando não sou és tu; quando não és tu sou eu. Fazes tudo ao contrário do que deve ser, porquê não sei, se calhar foi o amor que nos fudeu tanto a cabeça que nós só nos fudemos um ao outro.Tenho pena de não sabermos conversar, passados estes anos todos, e que no final, só tenhas aprendido uma coisa: a desligar quando não está querendo falar,a fugir para o teu mundo quando quer esquecer. Eu não sei esquecer, se calhar porque nunca tentei e porque embora ninguém me tenha ensinado, eu sei que para esquecer não é preciso força de vontade como se de uma dieta se tratasse, é preciso muito mais do que isso, tempo,sim...é tudo uma questão de tempo, para eu me habituar a ti, diferente, ao meu coração, novo, e à minha nova rotina e tu devias tentar fazer o mesmo, sem correres atrás de falsas esperanças ou de nomes novos para a tua rotina. Mas tu não compreendes nada disso pois não?
Estragámos tudo ou se calhar fui eu, porque quis aprender a viver contigo apenas no meu coração,ficando sob orientação do tempo e do vazio, que me guiasse até a ti ou então até ninguém. Mas tu não. Tu és diferente,me basta saber se por gostares muito de mim ou se por gostares demais de ti?
Já que fazes do nosso amor o nosso pior inimigo, agora só nos resta ter o tempo como nosso melhor amigo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Conclusão *

Concordo plenamente quando Margarida Rebelo Pinto diz em um dos seus livros que "o mundo é muito mais belo aos pares".Pois quando as pessoas dizem que ser solteira/o é a melhor coisa do mundo, não acreditam no que estão a dizer, porque muito antes de estarem solteiras,estão magoadas por não terem ninguém.Toda a gente se esquece que nós por mais diferentes que sejamos, temos todos o mesmo problema: queremos ter, para gostar e a gostar de nós. Eu pelo menos, gosto muito, que gostem de mim, tu não? Encontrar o amor não basta procurar e já está...isso é o que os solteiros pensam, até experimentarem uma e outra pessoa porque foi a primeira que encontraram,mas no final percebem que essa ou a outra pessoa não servem para ser o seu grande amor, pois virão que não era a certa isso está muito longe de ser um amor, aquele que nos faz sentir realmente completos.
Porque amores - de e para uma vida -, não se encontram nas noites, encontram-se por acaso ao acaso, com sorte ou coincidência. Eu tive a minha sorte e mais depressa do que pensei, a minha vida mudou: encontrei o amor. E agora percebi que não vale a pena procurar,porque escolher amores não dá bom resultado.Eu não procurei, foi a vida e o tempo com todos os seus ajudantes que te trouxeram a mim e sei que se procurasse ia estar bem mais longe, pois às vezes o nosso amor, está mesmo à frente dos nossos olhos, mas como solteiros e viajantes que saboreiam várias bocas, acabamos por não querer ver.
Já uma grande amiga minha Maria Eduarda me dizia "saiu a sorte grande", não me saiu só a sorte grande, mas também, a sorte em grande.